Alunos de Apolo, edifício municipal está degradado

A centenária Filarmónica Alunos de Apolo está degradada e não merecia. A sua utilidade é grande no bairro de Santa Isabel e em Lisboa. E é também reconhecida a nível internacional. Ignora-se o que é bom.

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A Filarmónica foi fundada por cabos de polícia, em 1872. Queriam organizar uma banda de nome União e Capricho e acabaram por fundar Filarmónica Alunos de Apolo, com e sem cabos.

Por ali passaram milhares de lisboetas, como se fosse uma universidade de dança.  São dez as danças de salão. E durante 10 meses por ano estuda-se Foxtrot, Step Quick, Tango de Salão, entre outras danças. Ao fim de cada mês há exame. Se tudo correr bem, no fim do ano, passa-se ao ano seguinte. Ao todo são cinco.

Os Alunos de Apolo têm uma intensa atividade diária. E aos fins-de-semana há bailes muito concorridos. Mas a Filarmónica passa ao lado de muitas ajudas. Basta olhar para o edifício. Nem o proprietário lhe liga. Um dia destes cai. O que irá dizer o Medina, então?

Já lá apanhei Fernando Dacosta, homem de letras e de bom gosto, sentado a apreciar o Manel que vai dançar com a Tininha e a Katia Vanessa metida num Foxtrot com o Nunes. Sobreviveram ao turismo local e divertem-se a valer. Uma delícia.

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