Super iates, mundo desigual

Estão a navegar 10 mil super-iates em todo o mundo, neste momento, enquanto lê esta crónica. É uma indústria que movimenta 20 mil milhões de euros e que mostra como o mundo é cada vez mais desigual.

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Em tempos houve um mito sobre a existência de um futuro governo mundial, liderado pela trilateral. Francisco Pinto Balsemão seria um dos implicados. O patrão da Impresa encontrava-se com Agnelli da Fiat na Quinta da Marinha, em Cascais.

A Fiat tinha ligação à então União Soviética, através da Lada, e Kadafi da Líbia era um dos accionistas de referência. Hoje Balsemão prefere a triagem de quem vai à conferência anual de Davos. Ali fica-se a saber o nome do futuro primeiro-ministro de Portugal.

Muito se tem discutido o”sim” ou “não” a Davos. Mas, infelizmente, a ideia de um governo mundial desvaneceu-se. A China inviabilizou a ideia. E os poderosos donos dos 10 mil super-iates, com preços acima dos 10 milhões, também não querem ouvir falar do assunto.

Existem centenas de milhões de pessoas a viver na pobreza extrema. Governá-los seria dar cabo dos rendimentos dos muito ricos. E lá desapareciam os super-iates de um grupo que representa 0,000002% da população, como divulgou agora o canal de televisão Euronews. 

O mundo santificou a desigualdade. Incluindo os pobres e remediados que julgam poder vir a ser podres-de-ricos. Um dia…

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