Sugestões para o estacionamento no Mercado 31 de janeiro

Muitos dirão que este artigo trata de uma ninharia, uma bagatela burocrática. É verdade. mas o quotidiano está cheio dessas bagatelas, desses momentos que não têm grande valor mas que, quando se transformam em incómodos, adquirem uma dimensão que justifica o pedido de um livro de reclamações. Ou a escrita de um artigo.

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Mercado 31 de janeiro, Picoas, Praça José Fontana. O estacionamento na cave do edifício é uma boa ideia e a exploração do estacionamento estar atribuída à Junta de Freguesia de Arroios é também boa ideia. O que é má ideia é o serviço medíocre que ali se presta.

Quando se entra no estacionamento, o pivete a couve podre envolve-nos. Toda a gente entende que há um mercado por cima, mas o mau cheiro deve ter modo de ser evitado. Talvez mais e melhor limpeza do local. Fica a sugestão.

Estacionamos o veículo e vamos à nossa vida. No regresso é preciso, evidentemente, pagar. Talvez não fosse má ideia o tarifário ser um pouco mais social. Partindo do princípio que a Junta de Freguesia não se rege pelo ideário da iniciativa privada, a prática de um preço mais amigo do freguês seria coisa apreciada, por certo.

Mas, para pagar é preciso ter dinheiro vivo. A máquina não aceita pagamento com cartões multibanco. Deve ser um modelo antigo…. Voltamos à rua, procuramos um multibanco. Levantamos 20 €, duas notas de 10. Regressamos ao estacionamento. O preço a pagar aumentou 40 cêntimos, entretanto.

Inserimos o ticket de estacionamento na máquina, fazemos o mesmo com uma das notas de 10€. A máquina devolve a nota. Viramos a nota ao contrário, voltamos a tentar. Volta a ser rejeitada. Tentamos várias vezes, sempre com o mesmo resultado.

O funcionário que está sentado num guichet, de olhar fixo num ecrã de computador, explica que a máquina não aceita notas de 10 €. Apenas de 5. Mas ele não tem culpa, também não tem troco. A função dele é outra qualquer, não está ali para ajudar os fregueses.

Voltamos à rua, para trocar uma nota de 10 €. Não vale a pena ir ao multibanco, porque essas máquinas não dispensam notas de 5 €. Tentamos um estabelecimento comercial. Mas a função deles também não é facilitar trocos a quem passa. Vamos a um quiosque de comes e bebes. Compramos uma água mineral que custa 1,20 €. Recebemos o troco e regressamos ao estacionamento do Mercado 31 de janeiro. Finalmente conseguimos pagar, mas a máquina não forneceu fatura desse pagamento. O funcionário que está sentado no guichet e que não está ali para ajudar os fregueses, continua vidrado no ecrã do computador.

Contributos finais deste freguês: troquem de máquinas de pagamento, escolham modelos que aceitem pagamento com cartões multibanco ou Visa. O funcionário de serviço deve ter formação para atender reclamações dos fregueses. Lavem aquilo para não cheirar tanto a couves podres.

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