O raspanete do vice-Almirante

O vice-almirante Henrique Gouveia e Melo só olha para a proa do navio. E não se importa com o que faz Marcelo ou o que diz Ferro Rodrigues. Já se estava à espera.

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Há anos fui a uma conferência de Imprensa do vice-almirante, homem das relações públicas do Estado Maior da Armada. Era por causa de um processo disciplinar na Marinha. Fiquei a conhecê-lo.

Agora o vice-almirante está à frente do porta-aviões da vacina. E quer puxar as orelhas a uns que não obedeceram ao plano traçado e a outros que aproveitaram a confusão para passar à frente na fila das vacinas.

Em entrevista ao “Nascer do Sol”, Henrique Gouveia e Melo afirma: “Faço o que tiver de fazer e sou impiedoso com os malandros”. E  acrescenta “este País levava anos para endireitar”. 

Mas o vice-almirante não fala da presença do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, na Hungria, num estádio com 60 mil adeptos.  E nada diz do presidente da Assembleia da República Ferro Rodrigues, que apelou à presença maciça dos portugueses num jogo de futebol em Sevilha, cidade assolada pela pandemia.

Também ficou mudo sobre a  festa do Sporting, o Ramadão, a final do Porto e mais. É uma guerra selectiva. O raspanete é só para os pequenos.

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