Números voltam a subir

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A pandemia está de novo a crescer, depois de uns dias sem mortes e com os contágios a decrescer, eis que os números remontam. Hoje, o boletim da DGS anuncia três mortes e 769 novos casos de infeção covid-19 nas últimas 24 horas.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a que tem mais novos casos confirmados, com 385 dos 769 registados. Relativamente aos internamentos hoje estão menos 10 pessoas em enfermaria, totalizando 254 doentes, mas dado o aumento significativo de novos casos que se têm registado nos últimos dias, os internamentos irão subir a curto prazo.

Nas unidades de cuidados intensivos estão 52 pacientes, menos um em relação a ontem.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram em Portugal 17.029 pessoas e 851.031 casos de infeção foram diagnosticados.

Turistas ingleses vão diminuir

O que piorou a situação foi o comportamento das pessoas, nomeadamente o desleixo verificado em várias celebrações futebolísticas e a chegada de grande número de turistas, nomeadamente ingleses.

Com os turistas viaja o coronavírus, seja na ida para os destinos de férias seja no regresso a casa. Por isso, as autoridades ingleses acabam de anunciar que Portugal deixa de estar na lista verde de viagens internacionais e passa para a lista amarela. Esta alteração vai obrigar os viajantes que regressem a Inglaterra a uma quarentena de 10 dias. Ou seja, o fluxo de turistas ingleses para Portugal vai diminuir bastante. Espanha, França e Grécia são outros países que constam igualmente na lista amarela dos ingleses.

Apesar dos prejuízos económicos que esta decisão acarreta, devíamos agradecer ao Governo britânico porque, assim, vai ser mais fácil conter a pandemia em Portugal. De acordo com dados do Governo britânico, desde o início da pandemia morreram quase 128 mil pessoas morreram no Reino Unido, o pior índice de mortalidade na Europa.

Vacinar imigrantes ilegais

Para conter a pandemia, o coordenador do grupo de trabalho da campanha de vacinação, o vice-almirante Gouveia e Melo, quer que todos os imigrantes ilegais sejam igualmente vacinados.

“Nós não podemos deixar pessoas que vivem em território nacional sem vacinação. Não podemos ser egoístas. A comunidade não pode ser egoísta”, disse Gouveia e Melo, mas a coisa ultrapassa o eventual egoísmo do ser humano. Acontece que enquanto existirem grupos discriminados, seja nas condições de vida seja no acesso a cuidados de saúde, a pandemia não será contida. O vice-almirante tem toda a razão em querer que essas pessoas sejam todas vacinadas.

Os imigrantes que estão em situação irregular, não estão por vontade própria nessa situação. Enquanto ilegais são pessoas mais fragilizadas ainda que o cidadão comum, mais sujeitas à exploração desenfreada e a abusos de toda a ordem, crimes praticados quer pelos patrões quer pelas organizações que os trazem até Portugal.

O vice-almirante explicou que esse processo de vacinação passará, numa primeira fase, pela atribuição de um número de saúde a esses imigrantes.

“Nós temos que identificar esses imigrantes e temos que lhes atribuir um número de saúde, porque sem esse número todos os processos de saúde associados àquela pessoa não ficam registados”, justificou.

Henrique Gouveia e Melo referiu que esse trabalho irá ser desenvolvido por um grupo que não ficará inserido na ‘task force’, pelo que não sabe especificar quando e como é que essa tarefa irá ser realizada.

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