Mãe ganha um filho e perde o outro

A Justiça dos Tribunais de Família está a perder o crédito do Povo. Uma mãe não pode ganhar a custódia de um filho num tribunal e semanas depois perder a custódia de outro filho noutro tribunal. É absurdo.

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A mãe S.P. tem dois filhos de pais diferentes. E foi ao Tribunal de Mafra pedir que o pai do mais velho pagasse a pensão de alimentos do filho, que descurava. Mas saiu de boca aberta. O filho seria obrigado a ficar com o pai, para o senhor perceber que tinha um filho!

Há juízes que alegadamente parecem gostar de aparecer nos jornais ou de escrever livros, que escritórios de advogados aconselham. E são capazes de complicar tudo, porque parecem julgar com a Bíblia na cabeça. Nem respeitaram a vontade das crianças. 

Ao fim de ano e meio e pipas de massa em custas judiciais e em advogados pagos pela mãe, o pai desistiu do filho. E o Tribunal desistiu do pai. Mas outro pai avançou contra a mesma mãe e conseguiu retirar-lhe o filho mais novo. A mulher ficou num pranto e muito confusa.

Mas alguém lhe disse para ter paciência. É mais outro ano e meio e umas pipas de massa. E pronto! O miúdo volta.

Esta mãe passou a conhecer os Tribunais de Sintra, Cascais e Mafra como as palmas das suas mãos. Carregando a dor em silêncio. Porque falar com jornalistas pode ser pior. Que raio!

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