Enganados por caçadores de raposas

A nossa vida tem dependido de caçadores ingleses de raposas que nos enfiam o barrete há séculos. No vinho do Porto, nos TLP e agora no turismo.

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A minha amiga Ana Noronha publicou no Facebook. Um género de Hyde Park onde ainda tudo é permitido, felizmente, o seguinte: “Um país que depende da chegada de bêbados de outro país para sobreviver, está condenado à agonia final”, citação de Mário Jorge Ferreira.

Os ingleses têm multidões de bêbados, mas, em rigor, têm sido governados por homens que caçam raposas. Horrível. Porque também têm as mesmas manhas desses animais.

Há uns séculos os ingleses davam-nos a mão contra Castela e ao mesmo tempo rapinavam-nos as naus da Índia, ao virar da esquina. Vivíamos e morríamos para lhes encher os bolsos.

Depois, Napoleão enviou três bandos de franceses. Julgámos ser a modernidade e foi uma pilhagem vergonhosa. Os ingleses ajudaram a contê-la. Mas tentaram logo passar-nos a perna no Mapa Cor-de-Rosa, em África.

Essas raposas inglesas pagam agora tuta-e-meia por pacotes de férias em hotéis, onde os portugueses nunca entrarão. Vamos mas é vender o nosso sol a outros países mais sérios. 

Mas sem a mama da isenção de impostos por dez anos.

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