O cheque

“É mesmo verdade? Vou receber um cheque e voltar a abrir portas?” - perguntou-me uma amiga, dona de um cabeleireiro. Luísa fechou o pequeno negócio porque não consegui pagar as rendas. E sonha agora com a bazucada.

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A graçola de António Costa foi mal entendida por todos: “Quando é que posso levantar o cheque?” – perguntou em Bruxelas. E todos ouvimos.

Nos últimos anos, temos sido bipolares. A começar pelos políticos. Queremos comprar barato e não percebemos que estamos a vender  o nosso futuro ao desbarato. Gostamos de comprar melão do Chile, papaia do Brasil, morangos da Argentina e por aí fora. E deixamos que as grandes superfícies esmaguem o preço das laranjas para 10 cêntimos o quilo e nem as comemos. Mais de 70 por cento da nossa comida vem de 3 grandes superfícies comerciais.

Deixamos definhar o comércio local com a cumplicidade do urbanismo esparso. Que engordou as Câmaras com o IMI. E o pouco que sobrou está a morrer com a pandemia, sem que o Governo faça chegar ao pequeno empresário um cheque de crédito a pagar a longo prazo.

Vamos engrossar o exército de pobres, enquanto eles jogam golf num Portugal de solo semiárido. A bazucada irá ter o mesmo caminho que os malfadados Fundos Sociais Europeus. Vamos ser enganados outra vez. Irra é demais!

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