Ventura, o Sol que quer iluminar a nação

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No passado dia 28 de Maio, Ventura e seus acólitos desceram as ruas de Coimbra em acidentada marcha com a promessa de chegar a Lisboa.

Ventura recria nos pormenores da sua acção, algo que já foi feito e deixou más recordações. Não foi por acaso que Ventura escolheu o dia 28 de Maio para fazer o III Congresso do partido e descer ruas em Coimbra.

Foi em 28 de Maio de 1926 que se fez uma revolução que deitou abaixo a I República e deu caminho à implantação do Estado Novo que se prolongou, envelhecido, caquéctico, esgotado, até 25 de Abril de 1974. E Coimbra foi de onde saiu a marcha triunfal até Lisboa há 95 anos.

Ventura usa a simbologia para mostrar ao que vem. Tem de ser entendido não pelas palavras que fazem títulos nos jornais mas sim pelos actos.

O sonho de Ventura, que lhe aparece todas as noites – e dias também – é ser o Duce de Portogallo. Descer a Av. Da Liberdade, de braço levantado e mão espalmada e ser incensado por multidões ululantes de braço levantado e mão espalmada para baixo, tal como em 28 de Outubro de 1922 se marchou sobre Roma e se formalizou o fascismo em Itália.

Qual Gomes da Costa sem dragonas, Ventura promete o Sol, afirma-se imprescindível para fazer parte do Governo do país, convencido que o PSD precisará dele como nos Açores para se sentar nos sofás de S. Bento de onde decretará o coma induzido do Parlamento e a revisão da Constituição.

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