Turismo: falências em massa se nada for feito

0
732

Três associações de profissionais de atividades turísticas alertam para a eminência de uma catástrofe económica, financeira e social do setor, que acarretará um custo demasiado elevado para o estado português.

Em comunicado, as associações dizem que “os apoios até agora concedidos não refletem os 15 meses de estagnação, cujos prejuízos ultrapassaram os 15 mil milhões de euros no setor, colocando em extrema dificuldade trabalhadores e empresas”, acrescentando que os milhões anunciados pelo governo para o Turismo além de manifestamente insuficientes, “revelaram-se de difícil acesso e na maioria dos casos não podem ser considerados como apoios, mas sim contração de dívida.”

No comunicado, AGIC (Associação Portuguesa dos Guias-Intérpretes e Correios de Turismo), ANCAT (Associação Nacional de Condutores de Animação Turística e Animadores Turísticos) e ASGAVT (Associação de Sócios-Gerentes das Agências de Viagens e Turismo), reclamam que os apoios a fundo perdido sejam reforçados para os trabalhadores independentes, empresários em nome individual e sócios-gerentes com e sem trabalhadores a cargo, assim como para as micro-empresas e PME’s, até à efetiva retoma da atividade, isto é, até se alcançarem os níveis pré-pandemia.

Além disso, genericamente, estas associações pretendem que o Governo continue a isentar empresas e trabalhadores independentes do pagamento da segurança social, a continuação dos apoios extraordinários à redução económica do trabalhador independente, prolongamento da situação de moratórias aos créditos e de acesso dos apoios até à retoma da atividade e redução de IVA em 50%, entre outras medidas propostas no comunicado.

As últimas linhas do comunicado traçam um cenário devastador, especificando que “os apoios anunciados com pompa e circunstância pelo governo, na sua grande maioria, não são mais do que linhas de crédito às empresas, asfixiando-as financeiramente. As moratórias, são autênticas bombas-relógio, terminam em pleno início de época baixa, sendo que o verão não será um verão normal. Antevêem-se falências em massa se nada for feito. As linhas de crédito para liquidação de vouchers, foram elaboradas para os grandes grupos. As pequenas agências têm tido imensa dificuldade no acesso à linha.”

Leave a reply

Please enter your comment!
Please enter your name here