Sócrates, a alegada comédia sem fim à vista

Estamos a assistir a uma alegada comédia em que a figura central é de José Sócrates. O antigo primeiro-ministro tem colaborado numa história com um enredo pouco aprofundado

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A narrativa de Sócrates e a narrativa do Ministério Público têm-se apoiado mutuamente, perante o inconformismo do juiz Carlos Alexandre. Ouvi que se sabe onde está o dinheiro e só falta vontade política. Então porque razão assistimos a um fácil desmontar de alegadas provas ou falta delas, ao fim tantos anos? Porquê?

Nunca se desvendaram as fugas de informação que fizeram manchetes dia-sim-dia-não sobre Sócrates. E também porque razão o político foi respondendo naquele tom. E como é que se acha agora vitorioso, quando o juiz afirma não o levar a julgamento porque os crimes de corrupção prescreveram?

Os alegados 36 milhões são menos que os alegados 4 200 milhões de euros que se sumiram no BES. Mas todos puseram os olhos no “Mais Conhecido Disto Tudo”. Pelas declarações de José Sócrates ficámos a saber que a narrativa vai continuar. E ele tem alegadamente deixado que o tornem um comediante. Agora vai haver novo livro de Sócrates e muitos mais anos de tribunais. O Caso Sócrates corre o risco de se tornar numa alegada comédia para continuar a empolgar o País. Tem ofuscado tudo e todos. Até a condenação nunca cumprida de Oliveira e Costa, de 15 dos 17 anos de prisão. Morreu. Todos têm morrido. E nós já não estaremos neste mundo, quando todos os atuais processos de corrupção investigados pelo Ministério Público morrerem por prescrição.

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