O que temem os opositores dos Grupos de Cidadãos?

MOVIMENTO DE INDEPENDENTES

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Em 2020, o PSD e o PS aprovaram uma Lei que pretende restringir, ao máximo, o aparecimento de mais grupos de independentes a confrontar os partidos políticos em eleições. Fizeram-no conscientes da adesão, cada vez maior, que estes movimentos conseguem junto de cidadãos que não se revêm nas actuais forças políticas e, mais, as contestam com cada vez mais veemência.

Os autores da Lei não tiveram qualquer pejo em criar todo o tipo de obstáculos, na esperança de fazer desistir alguns dos potenciais interessados em exercer cargos públicos sem integrar partidos políticos. Nem sequer se preocuparam com o facto de algumas das medidas serem absolutamente antidemocráticas. Muitas delas a roçar a ilegalidade.

Foram criados todos os tipos de dificuldades, desde o número de assinaturas necessárias para a “legalização” dos Grupos até ao impedimento de poderem concorrer, depois de legalizados, nas mesmas condições dos partidos.

Analisaram, cuidadosamente, todas as medidas que poderiam tomar para tornar praticamente impossível a tarefa de quem pretendia seguir a nova via tão desejada por tantos. Não contaram, todavia, com a determinação de cidadãos dispostos a lutar pela concretização de uma mudança, cada vez mais necessária, na política nacional.

Os Movimentos Independentes vão surgir mais fortes e vitoriosos, estou certo, mas há que reconhecer que só graças a muito esforço e enorme empenho. E contra adversários que não olham a meios para não perderem os seus feudos.

Até no recrutamento de elementos para as suas equipas.

Um dos casos conhecidos é o de um ex-apoiante de Rui Moreira, no Porto. Refiro-me ao actual secretário-geral adjunto do PSD, Hugo Carneiro de seu nome. Em 2013, este deputado do PSD apoiou a candidatura independente do actual presidente da Câmara Municipal do Porto contra o candidato do seu próprio partido, Luís Filipe Menezes. Fez mesmo questão de estar presente na entrega das assinaturas que validaram a candidatura do independente (como as fotografias provam).

Sete anos depois, todavia, convidado para o alto cargo que hoje ocupa, foi um dos principais relatores da Lei que cria todos os obstáculos acima referidos e, mais, critica o seu antigo líder a quem acusa de “estar a promover o abandalhamento das regras e, com isso, obter um favorecimento e virar as pessoas contra os partidos políticos.”  

Malandro do Rui Moreira que está a fazer, sabe-se lá com quem, o mesmo que, há oito anos fazia com o seu crítico de hoje.

Depois dizem que não percebem porque cada vez se acredita menos nos partidos políticos…

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