Maçons: na nova lei perpassa espírito bafiento de Salazar

O maçónico Grande Oriente Ibérico (GOI) não vai revelar, em caso algum, a identidade dos seus membros.

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1960

O GOI tem como grão-mestre Inácio Ludgero, ex-repórter fotográfico da Visão, premiado por inúmeros trabalhos jornalísticos, a nível nacional e internacional. Ludgero foi membro do Grande Oriente Lusitano, de onde saiu há dez anos para dar corpo a uma nova potência maçónica, congregando Portugal e as nações de Espanha.

Inácio Ludgero enviou para o Duas Linhas o comunicado, onde diz que iniciativa do PAN -apoiada pelo PSD- é o ressurgimento da “famigerada Lei 1901 de 21 de Maio de 1935”. 

Esta lei da ditadura salazarista dirigia-se de forma clara às Maçonarias. Em especial ao Grande Oriente Lusitano, que viu o seu edifício-sede ocupado pela Legião Portuguesa salazarista.

Inácio Ludgero declarou ao Duas Linhas que os maçons são homens e mulheres de bons costumes, unidos na defesa dos valores da liberdade, igualdade e fraternidade. E que um maçon que cometa um crime é de imediato expulso.

Para o grão-mestre do GOI esta tentativa de aprovar uma lei anti-maçonaria é igual a levantar a suspeita dos maçons serem criminosos. O que se rejeita por completo. 

A indignação do grão-mestre do GOI surge depois de Fernando Lima, grão-mestre da mais antiga potência maçónica portuguesa GOL (Grande Oriente de Portugal – com mais de 200 anos) ter afirmado que os maçons juram cumprir a Constituição e as leis do seu País. Deixando claro que os maçons terão de revelar a sua filiação maçónica caso a lei seja aprovada 

O Grande Oriente Ibérico divulgou o comunicado que publicamos agora na íntegra.

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