Acabou a guerra entre Igreja e Maçonaria

A Igreja Católica e a Maçonaria encerraram as hostilidades em Portugal. As questões centrais eram o regicídio do rei D. Carlos I, há 111 anos, e o “mata-padres” , quando os membros da Igreja eram perseguidos em Portugal , no início da República. A normalização de relações pode ajudar na luta contra a lei do PAN e do PSD que querem que os maçons e os membros do Opus Dei declarem a filiação.

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Este virar de página foi feito por D. Carlos Azevedo em representação da Conferência Episcopal Portuguesa. Quando disse ser tempo de virar de página. “O futuro é tão exigente, vamos ter tantas dificuldades nos próximos tempos que não podemos andar com lutas superficiais e de velhas razões e temos que unir todos os esforços na transformação da sociedade”.

D. Carlos Azevedo é atualmente um elemento influente no Vaticano, onde exerce funções ligadas a questões culturais.

As declarações públicas foram feitas na RTP 1, no programa Linha da Frente, “Cruz e Compasso – As razões que opõe a Igreja e a Maçonaria” (aos 15 minutos e 34 segundos). Foi no seguimento das comemorações da implantação da República.

A posição pública poderá ter dado origem a entendimentos nunca revelados. E serão usados como base para uma plataforma de entendimento entre a Igreja Católica e a Maçonaria contra as propostas de lei do PAN e PSD. As propostas polémicas visam obrigar titulares de cargos públicos a declarar o seu envolvimento na Maçonaria ou no Opus Dei.

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