25 de Abril: calados que nem ratos!

Existem dois grandes heróis na Revolução de 25 de Abril de 1974 que foram ignorados. Um é o cabo apontador José Alves da Costa. O outro é o enviado do capitão Salgueiro Maia, o tenente Alfredo Assunção. Tal como Salgueiro Maia foram depois destratados pelo regime democrático plantado.

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Nada fazia prever a vitória do Movimento dos Capitães. O capitão Armando Ramos e a sua coluna das Caldas da Rainha tinham sido aprisionados em 16 de Março. Um mês e pouco antes do 25 de Abril, quando se dirigiam para Lisboa, para derrubar a ditadura.

Os capitães de Abril insistiram e o capitão Salgueiro marchou sobre a Praça do Comércio, em Lisboa, onde ficavam todos os ministérios importantes.

Mas o confronto decisivo deu-se na Rua do Arsenal, a caminho do Cais do Sodré, quando apareceram os poderosos tanques M47. Tanques contra os chaimites.

Salgueiro Maia enviou o tenente Alfredo Assunção para dialogar com os representantes das forças leais ao regime ditatorial. Comandadas pelo brigadeiro Junqueiro dos Reis.

O brigadeiro recusou o diálogo e deu ordem ao cabo apontador José Alves da Costa para disparar. Mas ele não disparou. Repetiu e ele não disparou. Se o tivesse feito os estragos seriam terríveis, por causa das potentes munições dos tanques M47.  Teria assim acabado a revolução e Salgueiro Maia e muitos dos seus homens morreriam de imediato na Rua do Arsenal.

A Praça do Comércio teria ficado arrasada com os tiros dos M47. E o Salgueiro Maia não seguiria para o Largo do Carmo para prender Marcelo Caetano.

Má sorte seria! Agora ainda veríamos tv a preto e branco e compraríamos fiado na mercearia. E calados que nem ratos. Sem autorização sequer para  falarmos mal de nós próprios!

heróis esquecidos

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