Lisboa, ver para crer

Fernando Medina perderá as próximas eleições autárquicas. Se não palmilhar Lisboa. Porque a recuperação da cidade é um mito. Seis anos depois do boom turístico, há locais do centro de Lisboa que são um nojo.

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Na América do pós Guerra milhares de trabalhadores sujaram garrafas. Para serem transportadas para fábricas onde milhares de trabalhadores as lavavam. E depois voltavam para ser sujas.

Em 2021, em Lisboa, isso é desnecessário. O turismo colapsou e a restauração pior. Não há trabalho e por isso não há dinheiro. A solução para distribuir a bazuca dos 15 mil milhões está à vista de todos: a reabilitação das cidades, porque implica muitas artes, muitos milhares de empregos. Mata-se a fome e gasta-se a massa de forma útil.

Expropriam-se as casas em ruínas. Reabilitam-se e colocam-se no mercado. Porque capitalismo é usar, alugar ou vender. Quem não tem dinheiro, vende. Quem tem compra. Mas respeita o uso declarado na escritura.

Se Fernando Medina andasse a pé por Lisboa, veria como estão as Portas do Sol, o mais emblemático local turístico de Lisboa.  E também a anexa rua das Escolas Gerais e a Rua S. Tomé. É só ver para querer como S. Tomé.

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