Junta de Boys, programa de rádio censurado em Braga

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De Braga para o Mundo foi um saltinho. Bastou que a Rádio Universitária do Minho censurasse o programa Junta de Boys para que aquilo que não era conhecido fora do perímetro Monte da Virgem e Monte de Sta. Luzia chegasse a todo o lado, até mesmo aqui ao Duas Linhas.

E é assim que estamos em condições de vos contar esta história, paradigma do que para aí vem com a aproximação das eleições autárquicas.

O poder bracarense, alvo predileto do sarcasmo da Junta de Boys, terá feito sentir que aquilo se estava a tornar cada vez mais inconveniente. Faltava encontrar um pretexto para acabar com o melhor programa de comentário político daquela estação de rádio. Não havendo nenhum politicamente aceitável, inventaram uma utilização indevida de um excerto de uma entrevista com o cónego que a rádio tinha passado dias antes.

E foi assim que o Mundo ficou a saber que em Braga, Portugal, se censuram programas de rádio. Calou-se a rádio, falam as redes sociais. Ou seja, foi pior a emenda que o soneto, como diz o povo. A Junta de Boys continua nas redes sociais, agora mais livre que nunca para falar do que considerar que tem de ser falado. No Facebook, no Instagram, no Spotify.

Em solidariedade com a Junta de Boys, vários grupos musicais já proibiram a Rádio Universitária do Minho de passar as suas músicas na antena. Casos do grupo bracarense “E Se Depois” e dos mais conhecidos “Mão Morta”. Na sequência dessa posição, a rádio foi notificada pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) de que se devia abster, “de imediato”, de utilizar as obras dos músicos em questão.

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