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	Comentários em: Eu tenho o fauno na mão!	</title>
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	<description>Informação online</description>
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		Por: Helena Ventura Pereira		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Helena Ventura Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Mar 2021 18:02:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um texto soberbo, uma viagem pela Arqueologia na interpretação de fortes símbolos imagéticos. Tudo a partir do anel de cornalina com um fauno, na mitologia romana o deus guardador dos pastores (acho eu..) meio humano, meio bode, encontrado numas escavações de Caparide. 
Mas atenção: o fauno seria antes de tudo um rei depois transformado em deus. E José d´Encarnação interroga-se quem (homem, mulher) e porquê, teria usado um anel com um fauno. Ele, para mostrar a sua virilidade? Ela, à espera do rei e senhor dos seus sentimentos?  Outros achados não provocam tantas interrogações. A pedra de anel em ónix encontrada nas escavações de Freiria, representando uma biga conduzida pelo seu auriga, talvez fosse, na opinião de José d´Encarnação, propriedade de algum senhor que ali treinava paras as corridas no hipódromo de Olisipo (sob o Rossio). Um tal anel justificava-se no dedo de um auriga...
Ou a importância das moedas que numa das faces apresentavam os golfinhos, na outra o busto do Neptuno rei dos mares, e com honrosa inscrição de imperatoria Salacia.
No fundo é divagar à volta da simbologia da imagem nos artefactos encontrados, simbologia essa funcionando como espelho de uma cultura. Tal a deusa Diana numa lucerna que, aparentando ser uma simples lamparina de uso doméstico, era elevada à importância máxima de dar a luz, que nos tempos antigos sempre teve forte conotação com poder e importância.
Quanto se aprende com um texto destes! Por isso gosto tanto de ler José d´Encarnação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um texto soberbo, uma viagem pela Arqueologia na interpretação de fortes símbolos imagéticos. Tudo a partir do anel de cornalina com um fauno, na mitologia romana o deus guardador dos pastores (acho eu..) meio humano, meio bode, encontrado numas escavações de Caparide.<br />
Mas atenção: o fauno seria antes de tudo um rei depois transformado em deus. E José d´Encarnação interroga-se quem (homem, mulher) e porquê, teria usado um anel com um fauno. Ele, para mostrar a sua virilidade? Ela, à espera do rei e senhor dos seus sentimentos?  Outros achados não provocam tantas interrogações. A pedra de anel em ónix encontrada nas escavações de Freiria, representando uma biga conduzida pelo seu auriga, talvez fosse, na opinião de José d´Encarnação, propriedade de algum senhor que ali treinava paras as corridas no hipódromo de Olisipo (sob o Rossio). Um tal anel justificava-se no dedo de um auriga&#8230;<br />
Ou a importância das moedas que numa das faces apresentavam os golfinhos, na outra o busto do Neptuno rei dos mares, e com honrosa inscrição de imperatoria Salacia.<br />
No fundo é divagar à volta da simbologia da imagem nos artefactos encontrados, simbologia essa funcionando como espelho de uma cultura. Tal a deusa Diana numa lucerna que, aparentando ser uma simples lamparina de uso doméstico, era elevada à importância máxima de dar a luz, que nos tempos antigos sempre teve forte conotação com poder e importância.<br />
Quanto se aprende com um texto destes! Por isso gosto tanto de ler José d´Encarnação.</p>
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