EDP a retalho

A privatização da EDP está a custar caro aos portugueses. No preço da eletricidade e nos activos. Agora foram-se seis barragens, entre ela a Barragem do Foz Tua, a joia da coroa de Sócrates

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Há 10 anos a EDP fez finca-pé na Barragem da Foz Tua, contra tudo e contra todos. Mas José Sócrates deu a bênção. E vergou a UNESCO que aprovou esta barragem em 2013, dois anos depois de ela ter começado.

José Sócrates realçou a criação de 4 mil postos de trabalhos. Gente que foi encher as cofragens de cimento, brita e ferro e depois rua.

A Barragem Foz Tua custou 350 milhões de euros. Houve quem considerasse a verba excessiva e  irrecuperável. E os ambientalistas frisaram o prejuízo para o ecossistema.

Mas insistiu-se nessa “estratégica nacional”. E fez-se Miranda, Bemposta, Picote, Baixo Sabor e Feiticeiro. A “estratégia” era tão importante que as seis barragens passaram agora para o conglomerado francês da Engie (40%), Credit Agricole Assurances (35%) e Nataxis (25%).

Nesta mistura com França, ajudou a argumentação da situação de monopólio energético da EDP. Mas em que saco vai cair o resultado da venda das seis barragens? Que tipo de empresas serão compradas com essa verba?

A EDP segue assim o guião da PT? Henrique Granadeiro também foi ao Grémio Literário, ao Círculo de José Lamego, dizer que era necessário dar espaço à concorrência. Depois investiu-se 900 milhões num BES falido e comprou-se uma OI brasileira também falida. E pronto sumiu-se tudo.

Nesta história atribulada é preciso dizer que a EDP foi dotada de rendas públicas excessivas por 20 anos, por António Guterres. A EDP pode ser a próxima vitima do mesmo buraco politico que engoliu a PT.

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