Conselho da Europa observa racismo em Portugal

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O Conselho da Europa diz que Portugal tem de se confrontar com o seu passado colonial e o papel que representou no tráfico de seres humanos escravizados, para poder combater o racismo e a discriminação que ocorrem hoje. Este é o primeiro parágrafo de uma notícia da agência Reuters e está a correr Mundo através dos canais de informação.

A mesma notícia lembra que Lisboa prepara-se para inaugurar um memorial às vítimas da escravatura, uma obra artística do angolano Kiluanji Kia Henda. O memorial foi financiado pela Câmara Municipal e ficará na zona histórica, junto ao Tejo.

A secretária de Estado da Igualdade, Rosa Monteiro, é citada dizendo que as queixas sobre discriminação racial aumentaram 50% de 2019 para 2020, mas que este número deve estar muito abaixo da realidade.

Lembrando os casos que levaram ao assassinato em plena via pública do ator negro Bruno Candé, as ameaças a advogados negros e as manifestações racistas que tiveram lugar em Lisboa, algumas ao estilo Ku Klux Klan, o Conselho da Europa diz estar preocupado com o discurso político de teor racista propalado pelo Partido Chega.

O Conselho da Europa é a principal organização de defesa dos Direitos Humanos na Europa, integra 47 países, entre os quais todos os 27 membros da União Europeia.

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