Oeiras, três torres de 18 pisos no Alto da Boa Viagem

São 270 milhões de euros para construir um novo complexo de três torres e muitas moradias no Alto do Farol em Caxias. É o segundo empreendimento anunciado em Oeiras, na zona do Jamor. Isaltino Morais é o cágado da fábula, onde Medina é a lebre.

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Oeiras disputa há muito a centralidade de Lisboa. Isaltino Morais quer a importância social e económica da capital. Lisboa tem andado em marcha lenta em todos os domínios. E a cidade de Oeiras não tem a carga tóxica do Alojamento Local, que era a panaceia para o desenvolvimento lisboeta. Foi o que se viu.

O empreendimento agora anunciado vai ocupar 30 hectares no Alto da Boa Viagem e terá também 250 moradias. Aos futuros habitantes promete-se três minutos a pé até ao local de trabalho. Serão 28 mil metros quadrados de escritórios, um hotel com 150 quartos e um aparthotel com 400 unidades. As obras começam no próximo mês de Julho.

Este projecto será potenciado pelo Porto Cruz, que pretende implantar cinco torres  de habitação e escritórios na antiga fábrica da Lusalite, com marina e a praia  da Cruz-Quebrada renovada. Estas duas zonas juntas serão muito mais atractivas que a Alta de Lisboa, a menina dos olhos de ouro do ex-presidente João Soares.

Lisboa tem-se fechado, estreitando as ruas, limitando a circulação automóvel e apostando em ciclovias sem ciclistas. A capital não consegue fazer o upgrade dos bairros pobres. Oeiras tem feito o contrário e ao mesmo tempo oferece alternativas à dispensa de transportes. Isaltino Morais sairá vitorioso pelas cartas que tem.

Mas há um pequeno pormenor. As rendas irão descer com a oferta. E Lisboa? Ficará deserta?

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