Era uma vez um hospital militar (que tanta falta nos faz agora)

A pandemia fez-nos acordar para a feliz realidade de sermos um país e um povo que tem de utilizar os seus bens comuns em proveito de todos, de forma solidária. Caso contrário naufragamos como as naus das índias. Porque uns metiam mais ouro do que deviam nas suas arcas e os navios afundavam-se com o peso.

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O Hospital Militar da Estrela está abandonado em tempo de pandemia e falta de enfermarias e camas. Este hospital já foi um brinco. Tem três núcleos de edifícios. Um junto ao Jardim da Estrela, outra colado à Basílica e o último do lado oposto, comprado e bem por Pedro Santana Lopes para instalar uma unidade de cuidados intensivos.

Durante estes meses, percebemos que o SNS tem sido a nossa salvação. Os privados não se ouvem e poderão acabar em hotéis. Porque quando os problemas se agravam, os doentes são de imediato transferidos para os hospitais públicos.

Existem áreas estratégicas para os portugueses. Que fazem de nós uma País e não uma empresa com outsourcings. Não podemos ser usados por privados que saltitam à procura do lucro. Por exemplo, a CUF era uma Companhia União Fabril da Siderurgia do Barreiro.

Não podemos pôr na borda do prato ativos como o Hospital Militar. Que já estava na mira para ser mais um hotel. Para engordar offshores. Ou seja, venham cá comer, diz o Povo. E o Povo a ver.

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