Carnaval de Torres Vedras

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O Carnaval festeja-se desde tempos imemoriais. Na essência é uma festa pagã, de antes do Cristianismo, celebração do solstício da primavera, o fim dos rigores do tempo frio. Em Portugal, há registos antigos da festa do Entrudo, nomeadamente documentação do século 13 que fala dos festejos do introitus, “entrada”, referindo-se ao período de três dias que precedia a entrada na Quaresma. Tratava-se de uma festa popular resultante de comportamentos espontâneos onde se lançavam pelas ruas baldes de água, ovos, laranjas, farelos entre outros produtos.

Recordar o Carnaval de anos passados é o ponto de partida para viver os carnavais que hão de vir.

No século XVI, torna-se comum a utilização do termo Carnaval, palavra que deriva do latim medieval carnelevare. A Igreja Católica assimilou o Carnaval aos seus rituais, mas na rua o povo continuava a “partir a loiça” conforme mandava a tradição popular.

Neste período, de inversão das regras do mundo, a máscara, a mesma máscara usada no teatro grego, já era um elemento obrigatório, um símbolo da transformação. Com o mesmo sentido se estendeu aos restantes disfarces, de que são exemplo as matrafonas, testemunhos da inversão da ordem social e de quebra do interdito, sobretudo religioso.

As festas carnavalescas de Torres Vedras são a síntese de séculos de tradições e de transgressões adaptadas e, de certo modo, suavizadas.

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