Temos de nos safar dos lares de idosos

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Um em cada 4 portugueses tem mais de 65 anos. Em rigor, representam 22 por cento da população, quando em 1971 eram 9,7%. É bom chegar a velho, mas não os estimamos o suficiente. Damos pouco valor a quem tem idade.

Muitos de nós já fazem parte de uma geração que assistiu ao 25 de Abril de 1974, mas que andou a mijar no mundo. Achávamos que éramos eternos. Hoje vive-se mais tempo por causa dos cuidados e dos medicamentos. Mas vive-se muito em lares, onde estão todos xaropados, para ficarem mais calmos.

Os mais velhos têm de assumir responsabilidades na vida social e política. E até nos noticiários. Porque não faz sentido ser uma cara laroca de 20 e poucos anos a dar a cara por uma redação de jornalistas inteira.

Os mais idosos devem continuar a fazer parte do agregado familiar. A avultada despesa paga ao lar deve ir para uma cuidadora,  quando for necessário. A felicidade não pode ser apenas para meia dúzia de ricos, que gozam o prazer de uma família completa. Em boa verdade, temos de nos safar dos lares.

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