Covid-19: os números horríveis

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A situação piora a cada minuto que passa. Hoje há registo de 219 mortes relacionadas com a covid-19, um novo máximo. Significa isto que morrem nove pessoas por hora, em Portugal, com o covid-19. Há ainda 14.647 casos de infeção com o novo coronavirus, igualmente um novo máximo.

A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 5.593 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 38,2% do total de diagnósticos nas últimas 24 horas.

Em todo o território nacional, há 5.493 doentes internados – um novo recorde de casos -, mais 202 que ontem, e 681 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais 11 do que na terça-feira, um novo máximo.

Governo ainda espera para decidir sobre escolas

Com a pressão a aumentar sobre o Governo para que mande fechar as escolas, a secretária de Estado da Educação assegurou que o Governo avaliará a cada momento a evolução da situação epidemiológica no país e tomará as “medidas necessárias”, compreendendo o “medo frente aos números” de casos covid-19.

Inês Ramires esteve hoje o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, na escola secundária Santa Maria do Olival, em Tomar (distrito de Santarém), no início da testagem ao novo coronavírus a alunos, professores e funcionários do ensino secundário e que irá decorrer de “forma continuada e constante” em todo o país, a começar pelos concelhos de maior risco.

Lisboa, Mafra e Viseu querem fechar escolas

No concelho de Mafra, os vários agrupamentos escolares têm, neste momento, 75 turmas em confinamento e mais 5 em avaliação, devido à multiplicação de casos de covid-19 em alunos, professores e pessoal não docente.

Neste contexto, a Comissão Municipal de Proteção Civil decidiu solicitar às autoridadesd escolares e sanitárias competentes, autorização para o encerramento de todas as escolas do concelho, passando o ensino a processar-se online.

A ideia agrada à maioria dos munícipes, pelas reações que se constatam nas redes sociais, agradará menos às famílias mais carenciadas quer não têm computador nem internet instalada na habitação. Constrangimentos que já ocorreram no primeiro confinamento geral no ano passado e que se repetem, agora.

Na opinião expressa na deliberação da Comissão Municipal de Proteção Civil de Mafra, o encerramento das escolas irá permitir aliviar a pressão sobre os hospitais que servem a região, o Hospital Beatriz Ângelo e o Hospital de Torres Vedras.

Na sequência desta atitude, a Comissão Distrital de Proteção Civil de Lisboa decidiu também  pedir ao Governo o encerramento imediato das escolas e um alargamento das restrições para forçar a população ao confinamento, face à evolução da pandemia de covid-19.

Decisão semelhante teve a Comissão Municipal de Proteção Civil de Viseu, exigindo ao Governo que mande suspender as atividades letivas em regime presencial do 3.º ciclo e ensino secundário no concelho.

Uma decisão unânime da Comissão Municipal de Proteção Civil de Viseu, que reuniu na terça-feira para avaliar a propagação da pandemia e, em particular, o impacto da situação nos estabelecimentos escolares.

“É fundamental minimizar a transmissão comunitária ativa e aliviar a pressão existente nos serviços de saúde”, diz o comunicado divulgado deste organismo da Proteção Civil de Viseu que lembra “a situação de rutura vivida no Centro Hospitalar Tondela-Viseu”, razão para a suspensão da atividade escolar na opinião destes responsáveis municipais.

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