Covid-19: 278 mortes, vacina russa pode ser solução

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Mais 278 mortes e 13.200 infetados, são os números de hoje no boletim epidemiológico da Direção Geral de Saúde. A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 7.123 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 54% do total de diagnósticos nas últimas 24 horas.

Em todo o território nacional, há 6.627 doentes internados, mais 62 que ontem, e 806 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais 24 do que na quinta-feira. Há já hospitais da região de Lisboa a enviar doentes para a região Autónoma da Madeira.

Rússia oferece 100 milhões de doses da Sputnik V

Entretanto, ao mesmo tempo que as autoridades de Saúde da União Europeia aprovavam a vacina do laboratório AstraZeneca, a Rússia disponibilizou 100 milhões de doses da sua vacina Sputnik V contra o coronavírus. Esta oferta russa vem no momento em que se registam problemas e atrasos na distribuição de vacinas destinadas à população da União Europeia, com ameaças de recurso para os tribunais caso as farmacêuticas não cumpram com o que ficou contratualizado.

A Rússia recordou que esta sua vacina já foi registada em 15 países, incluindo a Hungria na UE, e diversos Estados latino-americanos, como a Argentina, Bolívia, Venezuela e Paraguai, e que “enviou documentos” à Agência Europeia do Medicamento para um processo de aprovação.

A Rússia, que registou esta vacina em agosto de 2020, fez a oferta à UE quando atrasos na entrega de vacinas contra o coronavírus e um contencioso entre Bruxelas e a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca estão a originar um crescente descontentamento entre as autoridades sanitárias europeias, impotentes para travar a expansão do vírus.

Apenas o Reino Unido não tem sido afetado pelos atrasos que se registam na maioria da Europa, após a AstraZeneca ter anunciado que devido a problemas de produção apenas poderá entregar até 25% das doses que tinha prometido para o primeiro trimestre de 2021.

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