Campanha eleitoral, crónica satírica

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Faltava “baptizar” Marcelo Rebelo de Sousa, mas não perdeu pela demora. Depois de ter comparado a candidata Marisa Matias a uma boneca insuflável, depois de ter apelidado a candidata Ana Gomes de  “cigana” e “contrabandista”, depois de ter chamado a Jerónimo de Sousa “avô bêbado” e ao candidato João Ferreira “comunista beto”, Marcelo ficou hoje a saber que o epiteto “cobarde” lhe foi colocado por André Ventura, “o fascista”. Porquê “cobarde”? Isso não interessa nada.

Os candidatos Vitorino Silva e Tiago Mayan já reclamaram pela discriminação a que foram sujeitos (não têm nenhuma alcunha insultuosa por parte de Ventura) e espera-se a todo o momento uma reação da Comissão Nacional de Eleições que deverá apreciar com urgência a queixa que, por certo, foi apresentada pelos dois preteridos.

A azáfama nas diferentes campanhas é imensa. Enquanto a maioria dos candidatos tenta chegar ao eleitorado pela internet, em conferências online, em vídeos difundidos pelas redes sociais, para evitar aglomerações desaconselhadas em tempos de pandemia, o candidato Ventura desdobra-se em almoços e jantaradas não autorizados, em pequenas salas cheias de apoiantes que, em manada, aplaudem tudo e mais um par de botas que saia das goelas do candidato. Depois de ter inventado um casal de ciganos apoiantes da sua candidatura, que mais irá Ventura tentar para enganar a malta?

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