Amadora-Sintra: idosa entra com infarto e sai com nariz partido

Se quer um conselho, é este: quando estiver num hospital e precisar de ir à casa de banho, não se esqueça de levar consigo o telemóvel.

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Quem entra num hospital público não deve largar o telemóvel, porque está a entrar num mundo perigoso. A dona Luísa tem 90 anos e chegou com um infarto. Precisou de ir à casa de banho, escorregou e caiu. Da cama à sanita foi uma penosa distância, sem ninguém dar por isso. Aconteceu no Hospital Amadora-Sintra. Estavam todos a olhar para a televisão, a ver a “inauguração” das vacinas contra o covid.

Paulo Macedo, ex-ministro da Saúde e agora equiparado a banqueiro, quis dar “uma grande volta” ao SNS. Falou do investimento no doente e não na população em geral. Os doentes passavam a ter comparticipação conforme as suas capacidades financeiras. Financiava-se quem tinha menos posses. A ideia deve ter morrido quando se lembraram de Manuel Damásio, ex-presidente do Benfica. Declarou o salário mínimo nacional quando vivia numa casa de 15 milhões de euros.

Paulo Macedo é filho de um administrativo da Siderurgia, Moita de Macedo, um excelente poeta já falecido. Viu morrer 3 dos 4 irmãos, todos antes dos 45 anos. Mas desapareceu de cena, sem deixar solução para os hospitais públicos. No Amadora-Sintra dizem-me que o rácio é de uma enfermeira para cada 25 doentes internados.

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