A Justiça dos amigalhaços?

Os candidatos a advogados vão passar a ter aulas no Centro de Estudos Judiciários (CEJ). A ideia é do bastonário Menezes Leitão, que transforma o CEJ num grande forno da Justiça portuguesa.

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Menezes Leitão licenciou-se com 16 valores. A mesma média de Álvaro Cunhal, que teve de fazer o curso nas masmorras. A licenciatura do atual bastonário (1986) é posterior a muitos outros juristas. De Santana Lopes, a Assumpção Esteves, Durão Barroso, José Lamego ou Maria José Morgado.

Foi eleito bastonário depois do populista Marinho e Pinto, da direitista Elina Fraga e de Guilherme Figueiredo. Entre 1998 a 2008 foi membro do conselho pedagógico do CEJ e agora quer meter tudo no mesmo saco.

Os advogados não se deviam misturar com juízes. Ou melhor, os juizes deviam ser oriundos do Ministério Público (com acusações feitas!) e de advogados de reconhecido mérito em fim de carreira.

O resto são tretas para proteger os grandes escritórios. Aproximam-se os operadores judiciais e fragiliza-se o Povo. Será a Justiça dos amigalhaços?

Diário de Notícias, 31 de janeiro 2021

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