A falta de tempo também é uma pandemia

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O isolamento provocado pela pandemia está a ser estudado por peritos portugueses. Rui Brites é um desses cientistas das ciências sociais envolvido nos estudos. Preocupa-se com a felicidade dos portugueses.

Entre os instrumentos de análise está um questionário sobre os nossos medos, ansiedades, cautelas e esperanças. As perguntas são em estilo americano (de cruz) e tentam precaver a nossa ambivalência social. Ou seja, nós gostamos do próximo, mas vivemos em grande parte sozinhos.

Já antes não vivíamos as ruas, como fazem os povos da Espanha. Talvez porque Lisboa e Porto se alargaram em tentáculos, na forma de subúrbios. Não são cidades de malha urbana densa.

Por essa razão urbanística somos menos felizes, na opinião de Rui Brites. Porque falta tempo para desfrutar a família, os amigos e a vida. Perdemos muitos anos nos transportes, em correrias e filas. Quando a pandemia acabar, voltaremos à pandemia das nossas duas grandes cidades.

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