Jovens envolvidos num acidente violento

Mãe "em choque" apela aos jovens condutores

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Paula Varandas, comentadora da SIC, publicou uma foto do carro desfeito onde a filha seguia no lugar do pendura. Escapou com vida, felizmente. Foi sorte, a julgar pela foto. Estes acidentes brutais continuam a ceifar vidas jovens. E nós assobiamos, como se fosse destino.

Em 2019 houve 472 mortes em acidentes nas estradas portuguesas. Em 2018 mais de 500. Em 2017 o mesmo. O Parlamento Europeu refere em relatório que 12 por cento das mortes são entre os 18 e 24 anos. E é grave porque só 8 por cento da população europeia tem essa idade.

Há 3 anos que o Conselho Europeu para a Segurança nos Transportes quer instalar sistemas de monitorização de velocidade nos automóveis. Mas há muita gente que gosta de pisar no acelerador.

O álibi é quase sempre a qualidade do carro. Mas conduzir a 160 Km/h não é o mesmo que a 80 km/h.

Paula Varandas confessa: “Ainda estou em choque!”. E apela aos jovens “vão com calma, quando pensarem em conduzir”.

Com a chegada dos carros eléctricos as acelerações são quase instantâneas. É por isso importante incorporar tecnologias eficazes. O “assistente de Velocidade e a assistência à travagem automática”.

António Avenoso, presidente do Conselho Europeu de Segurança, compara estes sistemas ao cinto que tantas vidas já salvou. E recorda outro dado: “nos últimos 10 anos morreram 8 mil crianças até aos 14 anos nas estradas europeias”.

É imperativo colocar o GPS de velocidade nos automóveis, tal como o comércio está ligado ao IVA. Para acabar com tamanha mortandade.

E comemorar seja o que for, não pode ser ao volante. Que se comemore num bar e depois toca a ir para casa de táxi. E antes das 22 horas.

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