Abate de árvores em Lisboa, PAN e PEV criticam a Câmara Municipal

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O PAN e o Partido Ecologista Os Verdes de Lisboa criticam a Câmara Municipal de abate injustificado de árvores no Largo da Graça.

Desde sempre que aquele local tem sido disputado palmo a palmo pelo estacionamento automóvel e, volta e  meia, lá vai uma árvore abaixo. Agora foram duas, segundo um comunicado do grupo municipal do PEV, que dá conta de relatos de moradores, segundo os quais, “os abates foram efectuados sem que tivesse havido qualquer informação prévia aos residentes conforme previsto no Regulamento Municipal do Arvoredo, sendo que o respectivo relatório fitossanitário relativo a esta intervenção no arvoredo também não consta no sítio da internet da Câmara Municipal de Lisboa, nem tão pouco no sítio da internet da Junta de Freguesia de São Vicente.”

O PAN, por sua vez, lembra que em 2016 a Câmara Municipal de Lisboa procedeu a obras no Largo da Graça com o intuito de, entre outros propósitos, incluir “mais zonas de estadia e mais árvores”, tal como pode ser lido na comunicação da autarquia aquando do começo das obras, segundo se diz na página online deste partido. Quatro anos depois, critica o PAN, “este emblemático largo de Lisboa sofreu uma lastimável perda com o abate de duas árvores”.

Para quem não conhece, o Largo da Graça fica numa das zonas mais antigas da cidade, ali bem perto da Feira da Ladra, do Panteão Nacional, o Castelo de São Jorge não fica longe, no tempo em que o turismo era uma atividade florescente aquelas ruas estavam cheias deles (turistas) e muitas habitações da zona foram transformadas em alojamentos locais, as tascas requalificaram-se em bares e os copos de três em cocktails. As árvores sempre foram escassas e, por isso, mais apreciadas.

Contudo, segundo o comunicado do PEV, “continuamos a verificar que periodicamente a cidade é confrontada com abates de árvores, acompanhados de falta de informação, de fundamentação e de se tentar outras vias que permitam manter as árvores, o que é algo contraditório numa altura em que Lisboa é a Capital Verde Europeia e quando a CML afirma reconhecer a importância do património arbóreo da cidade.” Segundo o PAN, os canteiros onde as árvores viviam foram deixados ao abandono, com os cotos das árvores visíveis, numa imagem que provoca algum desconforto aos que apreciavam a sombra e a frescura que as árvores proporcionaram nos dias quentes. Agora, assim como mostra a fotografia, só servem para os cãezinhos alçarem a perna…

Os dois partidos, PAN e PEV, querem saber que razões levaram à decisão de abater as árvores e levaram a questão à Assembleia Municipal. Agora esperam pelas respostas. E nós também.

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