Na Argentina dizem que D10S morreu, o que é um exagero

Quem morreu foi Diego Maradona. Só o que existe pode morrer.

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Diego Maradona marcou muitos golos com o pé esquerdo e tinha o coração à esquerda, igualmente. Dizemos isto porque há muitos que não têm o coração no lado certo. Mas Maradona tinha, coisa que não faz dele necessariamente uma pessoa melhor que outros. Certamente que foi um tipo com muitos defeitos e imperfeições, com toda a certeza que cometeu actos ilegais e impróprios, ninguém duvida de que errou ao longo da vida. Mas não é disso que falamos, aqui e agora.

Falamos das opções políticas do cidadão. O facto de ser uma figura pública em todo o Mundo, não o coibiu de revelar as suas ideias e ideais. Por alguma razão as tatuou na pele. Bem à vista de todos. Na perna esquerda uma tatuagem de Fidel Castro, o líder cubano que durante décadas fez de Cuba um problema insolúvel no “quintal” da poderosa América. No braço direito, o rosto icónico de Che Guevara, o guerrilheiro símbolo da esquerda durante a “Guerra Fria”.

Convicto esquerdista? Maradona garantia que sim e demonstrava-o nos apoios que prestava em público aos líderes sul-americanos que enfrentaram a hegemonia dos Estados Unidos. Lula da Silva, Hugo Chavez, Evo Morales, Fidel Castro. Não falhou nenhum.

No dia em que Lula saiu da prisão, Maradona escreveu no Instagram que “hoje fez-se justiça”, com uma foto onde estão os dois abraçados. O seu último gesto de solidariedade foi ter morrido no mesmo dia em que Fidel morreu: 25 de novembro.

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