Marcelo rolo compressor

0
1646

Marcelo Rebelo de Sousa atropelou o entrevistador. Agora, passados uns dias, já podemos falar da difícil profissão de jornalista-entrevistador que tem pelo menos dois expoentes máximos na RTP, António José Teixeira e Vitor Gonçalves.

Ambos são frontais, simples na linguagem e regrados. O entrevistador não responde? Então está respondido. Já Fátima Campos Ferreira está melhor na moderação de grandes debates. Foram 18 anos a “virar frangos”.

António José Teixeira, veio da SIC e casou bem na RTP. É um jornalista de serviço público de televisão. Tem-se afirmado de forma repetida que o jornalismo ou é bom ou mau. E pronto. Não é a minha opinião. O jornalismo é um conjunto de variadíssimas formas de comunicar. Um jornalista pode ser bom na área das revistas cor de rosa. Ou no desporto. Ou no internacional. Poderá ter as mais variadas estratégias para deixar o entrevistado brilhar, mesmo quando o interrompe demasiadas vezes. Mas o jornalismo de serviço público deve privilegiar a pergunta exacta, enxuta. Quem quer ver, vê!

Marcelo está habituado a falar em roda solta. Começou o seu caminho televisivo na TVI. Foi empurrado para fora num episódio de contornos pouco claros. Na RTP teve liberdade. Quando o tempo amainou, voltou à TVI, para o one-man-show. Falava e respondia a ele próprio.

Nesta entrevista à RTP, Marcelo devia ter aceite o lugar de Presidente. Teria sido uma grande entrevista.  O que aconteceu foi um foguetório descontrolado que colocou o País em sobressalto. A paciência e o profissionalismo de António José Teixeira foram uma desesperada tábua de salvação. Mas muita gente mudou de canal a meio.

António José Teixeira, RTP

Leave a reply

Please enter your comment!
Please enter your name here