Covid-19: 45 mortos e Forças Armadas em estado de prontidão

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Hoje há o registo de 45 mortos e 2.596 novos casos confirmados de infeção covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

Dos 45 óbitos, 21 ocorreram na região Norte, 18 em Lisboa e Vale do Tejo, cinco no Centro e um no Alentejo.

Em relação aos internamentos, o número de pessoas hospitalizadas continua a subir, sendo agora 2.349 pessoas, mais 94 do que na segunda-feira, e destas 320 (mais 26) estão em Unidades de Cuidados Intensivos.

A região Norte continua a ter o maior número de novas infeções diárias, registando hoje mais 1.547 casos, na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificados 626 novos casos de infeção e na região Centro registaram-se 292 novos casos.

Alentejo, Algarve e regiões Autónomas tem poucos casos a registar.

Forças Armadas em estado de prontidão

O Governo colocou as Forças Armadas em estado de prontidão. A guerra é contra o covid-19 e o despacho assinado pelo ministro João Gomes Cravinho diz que “os ramos das FA contribuirão com os recursos humanos e materiais que se revelem necessários a apoiar as entidades competentes, no âmbito desta emergência de saúde pública”, sendo o Chefe do Estado-Maior General das FA incumbido de “reunir e ativar” os meios considerados necessários.

O primeiro-ministro, António Costa, propôs ao Presidente da República que seja decretado o estado de emergência “com natureza preventiva” para “eliminar dúvidas” sobre a ação do Governo para a proteção dos cidadãos.

O estado de emergência vigorou em Portugal no início desta epidemia, entre 19 de março e 02 de maio, na primeira vaga da pandemia.

De acordo com a Constituição, a declaração do estado de emergência pode determinar a suspensão de alguns dos direitos, liberdades e garantias, por um prazo máximo de 15 dias, sem prejuízo de eventuais renovações com o mesmo limite temporal.

A sua declaração no todo ou em parte do território nacional é uma competência do Presidente da República, mas depende de audição do Governo e de autorização do parlamento.

Em Portugal, onde os primeiros casos de infeção com o novo coronavírus foram detetados no dia 2 de março, já morreram mais de 2.500 pessoas com esta doença, num total de mais de 146 mil casos de infeção contabilizados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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