40 crimes violentos todos os dias

Portugueses precisam de ajuda psiquiátrica urgente

0
625

Um homem matou o seu próprio amigo. Andavam à procura de trabalho pelas quintas. O amigo do homem tinha problemas psiquiátricos e matou uma jovem mulher que entrou no seu quarto. O primeiro homem  era um tipo com princípios e preferiu então matar o seu amigo, a deixá-lo morrer às mãos de uma multidão enfurecida.

Em 2019 foram participados em Portugal 14.398 crimes, cerca de 40 por dia, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).  O crime violento tem vindo a aumentar de ano para ano.

Outros dois casos: Uma família migra à procura de trabalho, sujeitando-se à maior exploração humana. Ao mesmo tempo, uma mulher abandona o marido e as suas filhas. E dedica-se à prostituição.

Os casos relatados podiam ser histórias do dia-a-dia do Portugal de hoje, mas  foram escritos há 70 anos na América por John SteinBeck. O nosso espanto é que a imprensa portuguesa narra todos os dias crimes mais bárbaros. “Idoso assassinado com um saco na cabeça em Alcobaça”. “Mata a ex-amante por ciúme em caravana”. “Mulher encomenda morte do marido em Tomar”. “MP acusa filho de matar a mãe em Oeiras”. “Violador em série apanha mais 16 anos em Sintra”. “Cinco GNR condenados por tortura num posto na Murtosa”. Uma mão cheia de crimes odiosos em 3 dias.

Os exemplos do início deste artigo foram retirados dos livros “Ratos e Homens” e “Vinhas da Ira” de Steinbeck. Eram o retrato de uma América de pistola à cintura a agigantar-se cruelmente para ser a primeira potência mundial, saltitando entre democratas e republicanos.

Portugal não tem essa perspectiva. O Quinto Império é uma mistificação. Os nossos crimes não são dores de crescimento.

A jovem médica Ana Castro Cunha revela no site da Ordem dos Médicos que 23 em cada 100 portugueses sofrem de perturbações psiquiátricas. “…em Portugal, uma das causas de morte precoce em doentes com patologia mental é o subdiagnóstico de situações graves por não serem levadas a sério.” A realidade é pior que a ficção de John Steinbeck. Precisamos de ajuda médica para salvar o País.

Leave a reply

Please enter your comment!
Please enter your name here