Sintra, em cena a história de um bandido

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Na Austrália, Edward “Ned” Kelly é uma personalidade famosa, faz parte de uma certa História do país, foi considerado o último grande fora-da-lei, o que não pressupõe que depois dele não existam outros bandidos na Austrália. É claro que existem e, aceitam-se apostas, talvez bem mais perigosos e daninhos que o cowboy Ned Kelly.

Em  junho  de  1880,  entrincheirado  num  hotel,  Ned  e  o  seu  gangue improvisaram  armaduras  de  ferro  que  lhes  cobriam  o  peito  e  a  cabeça  e  enfrentaram  a polícia  num  tiroteio que  durou  12  horas  e  só acabou  com  a  morte  de  todos  os  outros membros do grupo de marginais, exceto Ned Kelly, que foi preso depois de ter sido atingido com  28  tiros  nas  pernas  e  de  ter  enfrentado  sozinho  cerca  de  50  agentes.

Uma vida que inspirou múltiplas obras de arte, à semelhança de Bonnie e Clyde, Robin Hood, Zé do Telhado e outros que tais. Na Austrália, Ned Kelly foi o motivo para a primeira grande metragem ficcional da História do Cinema, “The  Story  of  the  Ned  Kelly  Gang”, película que se perdeu e da qual restam apenas 17 minutos restaurados.

Agora, dia 17 de novembro, a saga de Ned Kelly vai estar em cena no Auditório Municipal António Silva, no Cacém, numa coprodução do Teatromosca  com  a  companhia australiana Stone/Castro, criado por Pedro Alves, Paulo Castro e o músico Paulo Furtado/The Legendary Tigerman.

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