O crime começa nos videojogos

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Os dedos das duas mãos já não chegam para contar os crimes violentos que se espalham pelo País, como uma mancha de azeite.

Um jovem foi morto à facada na estação ferroviária da Amadora. Um homem de 69 anos pontapeou uma grávida de 37 anos. Um juiz está a ser julgado por violência doméstica. São alguns exemplos.

Nos últimos anos, o País transformou-se numa “casa de horrores”. E não foi por causa de roubos. Tem sido por crimes que espelham o desprezo de alguns pela vida e sofrimento dos outros. A violência extrema é a marca desses crimes.

Mais alguns exemplos: Pedro Dias assassinou de forma brutal e gratuita um GNR e um casal que iam na sua vida. O advogado Pedro Bourbon do PDR e mais seis mataram e dissolveram o corpo de um empresário, raptado frente à sua filha de 8 anos. Um engenheiro, pai de uma juíza, matou o genro a tiro, com a neta ao colo.

Estes crimes indiciam que a prosperidade económica não dissolve o pior da condição humana dos portugueses. Pelo contrário. Durante o PREC foi à enxada e ao fósforo. Veio a União Europeia e refinaram-se os instrumentos.

Os contornos e a forma destes crimes que estão a varrer a sociedade portuguesa têm a marca de filmes como o «Fargo» ou de videojogos como o «Exterminador». É necessário sujeitar estas “armas” ao mesmo condicionamento das outras armas, por via da Lei 5/2006, refinada em 2019. Se os pilotos da aviação comercial treinam as aterragens com aviões Boeing e Airbus em simuladores de voo, os potenciais assassinos e terroristas podem treinar-se em videojogos tipo GTA.

A Lei das Armas tem restringido o uso de armas de fogo e de armas brancas de forma aplaudível. A lei antecipa até os estragos ou a aparência suspeita do objecto para impor a proibição. Mas falta legislar sobre o caldo mental que conduz aos crimes. Não é possível continuar a ter crianças e jovens em videojogos  lúdicos de morte. Nem jovens e adultos a serem doutrinados ou instruídos sobre formas sádicas de matar.

Não se trata de uma questão de liberdade. Trata-se de retirar instrumentos mentais de execução de crimes hediondos. Matar um personagem já muito realista num videojogo, é ensaiar como matar uma pessoa. Se quisermos parar esta onda avassaladora de crimes cruéis e premeditados o melhor perceber a congeminação do crime. Antes que sejamos um alvo.

Porque a arma que o executa tanto pode ser uma pistola, como uma simples faca de cozinha. Tratemos de proibir e punir os arautos do crime.

1 comment

  1. Quando não se sabe o que escreve, saem estas pérolas ao sol fusco.
    Mas para ajudar a instruir o escritor deste artigo, talvez devesse fazer uma pesquisa sobre estudos realizados sobre este assunto, antes de espalhar falsas informações.
    E como exemplo dou-lhe a religião, que por tanto ter de crimes e purgas escritas na bíblia, serviu durante séculos para justificar outros bem reais. E mesmo assim, continua viva e cheia de crentes e benefícios fiscais.

    Lei-a este artigo abaixo colocado e procure por outros tantos antes de expelir ar sem provas.

    https://www.media.utas.edu.au/general-news/all-news/youth-aggression-link-to-video-gaming-debunked

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