No próximo Natal, bacalhau confinado

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O uso de máscara na rua vai ser obrigatório, sempre que se verifiquem condições de impossibilidade de manter o distanciamento físico entre pessoas. Como se sabe, foi uma decisão da Assembleia da República com a qual o Governo concorda.

O primeiro-ministro não só elogiou a “decisão difícil” de impor o uso de máscara na rua como avisou que não se pode excluir a possibilidade de haver outras medidas, mais drásticas ainda, como o recolher obrigatório. Tudo depende da evolução da pandemia. Se continuar como tem estado nos últimos dias, é o que nos espera, pela certa.

António Costa afirmou que o combate à pandemia será “uma longa maratona” de muitos meses, “é preciso gerir o esforço”, pelo que há que “ir distribuindo e guardando as medidas para as utilizar nos momentos em que forem estritamente necessárias para evitar o excesso de cansaço”, que é como quem diz que é preciso ponderar a dose do remédio para que o doente não morra da cura.

De confinamentos e recolheres-mais-ou-menos-obrigatórios já temos alguma experiência. Este fim-de-semana e até ao dia 4 de novembro a mobilidade das populações está reduzida ao concelho onde se vive e só se poderá sair dessas áreas por razões laborais, escolares ou urgências. O chefe do Governo recusou a ideia de que esta proibição de circulação entre concelhos seja “um teste” para o que aí vem.  Mas tal como as doses do remédio não podem ser exageradas, também as medidas políticas desagradáveis não podem ser anunciadas com muita antecedência. Mas ainda nos lembramos que o Presidente da República já nos “vendeu” a ideia de que teremos de ter um Natal “diferente” este ano. Talvez a “receita” seja “bacalhau confinado”.

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