Covid-19: treze mortes e a confiança de Marcelo

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Treze mortes e 1.090 novos casos de infeção com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, são os números registados no boletim de hoje da Direção Geral de Saúde e que assinalam o quarto dia consecutivo acima dos mil contaminados diários.

O boletim indica que, das 13 mortes registadas seis ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, seis na região Norte e uma no Alentejo.

Os internamentos também subiram, hoje há 843 pessoas acamadas em hospitais (mais 12 do que ontem), das quais 124 em cuidados intensivos (mais duas).

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificados 329 novos casos de infeção, 30,1% do total, enquanto na região Norte há mais 625 novos casos, 57,3% do total. Estes números revelam que a pandemia alastra mais a norte do que a sul, à semelhança do que aconteceu durante os primeiros meses de março a maio.

Marcelo confia no SNS

O presidente da República afirmou hoje confiar no Sistema Nacional de Saúde para enfrentar uma segunda vaga da pandemia de covid-19, considerando que “temos hoje” uma “capacidade de estrutura, organização e experiencia que não havia” há sete meses.

Marcelo Rebelo de Sousa afastou o cenário de um novo confinamento por causa dos números de infetados pelo novo coronavírus, defendendo que não se pode fazer o “exercício fácil” de confinar com os mesmos números de março, porque as condições são diferentes.

O chefe de Estado admitiu “atrasos” no tratamento de casos “não covid-19” mas pôs de parte a hipótese de uma rutura.

“Eu confio desde logo no Sistema Nacional de Saúde porque tem uma peça chave, que é uma coluna vertebral, que se chama Serviço Nacional de Saúde, que é publico. E esse SNS pode ter pressões. São maiores em certos momentos, em certas unidades e em certas áreas porque os ‘doentes covid’ não estão a surgir da mesma maneira em todo o território”, explicou.

“Há condições para responder a isso, e o que está previsto, no caso de ser necessário, [é] uma mobilização de unidades do Sistema Nacional de Saúde, que não são apenas o SNS clássico, quer para ‘doentes não covid’, quer para ‘doentes covid’. Dou-lhe um exemplo: o Hospital de Forças Armadas”, disse o Presidente da República.

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