Covid-19: números sobem, estudantes chamados para trabalhar

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Na edição de hoje do boletim epidemiológico da Direção Geral de Saúde estão registados 16 óbitos e  2.535 novos casos confirmados de infeção com o novo coronavírus.

O número de novos casos de hoje é o segundo maior desde o início da pandemia, depois de o recorde ter ocorrido em 16 de outubro, com 2.608 novos casos.

Segundo o boletim epidemiológico, das 16 mortes registadas, oito ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, quatro na região Norte, duas no Centro, uma no Alentejo e outra no Algarve.

Relativamente aos internamentos hospitalares, o boletim revela que nas últimas 24 horas há mais 35 pessoas internadas, totalizando 1.272, e 187 em cuidados intensivos, mais 11 em relação a terça-feira.

Os dados oficiais facultados desde o início da pandemia revelam que o número de hoje de internamentos está próximo dos máximos registados em abril, quando o maior número de doentes internados nos hospitais foi atingido a 16 de abril, com 1.302.

O máximo de internamentos em Unidades de Cuidados Intensivos foi registado em 07 de abril, dia em que 217 pessoas estavam nestas unidades devido à infeção com o novo coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19.

Forças Armadas e estudantes de enfermagem na primeira linha do combate

Com a pandemia a agravar-se, o Governo toma medidas para reforçar o SNS. Uma delas foi o aumento da capacidade do Centro de Apoio Militar covid-19, que funciona nas instalações do antigo hospital militar de Belém, em Lisboa, com mais 60 camas, triplicando a capacidade atual.

Outra medida, a integração de alunos de enfermagem nas equipas de saúde pública. Esta medida está a ser criticada pela Ordem dos Enfermeiros e pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, que defendem que deviam ser contratados os enfermeiros desempregados para integrarem estas equipas, para fazerem o inquérito epidemiológico dos contactos de doentes com covid-19.

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