Covid-19: a semana mais difícil

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Tem sido a semana mais difícil, em termos de saúde pública, desde que a pandemia surgiu em Portugal e há a sensação de que a procissão ainda vai no adro. O número de novos infetados cresce quase todos os dias, um pouco à semelhança do que tem acontecido no resto da Europa e no Mundo.

Hoje, Portugal regista mais 13 mortos e 2.153 casos de infeção relacionados com a pandemia de covid-19, indicou a Direção-Geral da Saúde. Há quatro dias consecutivos que em Portugal se registam mais de 2 mil casos diários, com um máximo obtido na sexta-feira com 2.608 casos.

Elaborámos um gráfico, que mostra, nesta semana, a evolução da pandemia entre nós:

(os números respeitantes aos óbitos foram, neste gráfico, multiplicados por 100 para a linha poder ter visibilidade)

A semana ficou, então, marcada pelo crescimento de contágios e de mortes, mas houve casos particulares que chamaram mais a atenção das pessoas. No dia 12, por exemplo, soube-se que o ministro da Ciência e Tecnologia, Manuel Heitor, tinha testado positivo e que estava em isolamento. No dia 13 foi a vez de Cristiano Ronaldo testar positivo e ser obrigado a abandonar o estágio da Seleção Nacional. No dia 14, o Governo decreta o regresso ao “estado de calamidade” com as inerentes medidas restritivas de proibição de ajuntamentos e de inibição de todos os comportamentos sociais passíveis de ajudar à propagação da pandemia.

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