Alimentar os pobres de Algueirão e Rio de Mouro

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Quem são estes homens e mulheres que, agora, talvez mais do que nunca, arriscam a saúde, às vezes até a integridade física e mental para ajudar quem necessita?

“Uma resposta necessária mas provisória” (…) porque “toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente que lhe assegure e à sua família, a saúde e o bem-estar (…) principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda aos serviços sociais necessários “-assim está descrito no site do Banco Alimentar Contra a Fome.

São alguns dos direitos prescritos na Declaração Universal dos Direitos do Homem, base de todas as iniciativas humanitárias, que apuram não só o funcionamento organizado como direcionado à proximidade com os mais carenciados nos territórios de Algueirão e Rio de Mouro.

Estamos a falar de uma equipa de apenas 3 pessoas: Mercedes, Samuel e Albertina. Poucos mas bons, eles garantem uma ajuda à sobrevivência de todos aqueles cuja vida se virou do avesso. Distribuem quase 300 refeições por semana. Às quartas e aos sábados fazem-se ao caminho para levar pão aos famintos.

As necessidades variam mas a missão não diverge. As pessoas necessitadas são bem conhecidas pelo staff e as suas situações específicas analisadas e estudadas por assistentes sociais que dedicam o seu tempo a perceber a urgência de cada situação. Uma família alimentada é uma família mais longe da marginalização social.

São histórias pesadas e a bola de neve tem limites. Há um custo que se paga por ajudar gente que vive no fio da navalha, uma carga psicológica que ninguém compensa e que nunca tem alívio, porque a pobreza multiplica-se com demasiada facilidade. Não chega dizer obrigado à Mercedes, à Albertina e ao Samuel, mas eles também não exigem mais. Obrigado.

RB/CN

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