Covid-19: 15 mortes e ministro admite novas cercas sanitárias

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Hoje há mais 15 mortos e 1.876 novos casos confirmados de infeção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

De acordo com o boletim, seis das 15 mortes registadas ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, cinco na região Norte, duas no Centro e duas no Alentejo.

Relativamente aos internamentos hospitalares, o boletim revela que nas últimas 24 horas há mais 63 pessoas internadas totalizando 1.237 e 176 em cuidados intensivos (mais 11 em relação a segunda-feira).

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificados mais 435 novos casos de infeção (23,1%), enquanto a  região Norte regista hoje mais 1.106 novos casos de covid-19 (58,9%).

Neste momento, nota-se que há uma aparente tendência de descida ligeira no número de novos contágios, embora continuem bastante altos. O números de mortes é bastante oscilante, com ligeira tendência de subida, como se pode ver no gráfico abaixo.

para a linha relativa aos óbitos ser visível neste gráfico, os números foram multiplicados por 100.

Cercas sanitárias e mais confinamentos podem ser decretados

O Ministro da Administração Interna admitiu hoje a possibilidade das autoridades voltarem a decretar cercas sanitárias e mais limitações ao funcionamento de atividades económicas. O ministro Eduardo Cabrita lembrou que “a situação de calamidade é adequada ao atual estado de evolução da pandemia, porque permite acionar todos os planos de proteção civil (…) e estabelecer limitações ao funcionamento de atividades económicas”, como horários e número de pessoas dentro de estabelecimentos comerciais e restaurantes.

O ministro disse que o estado de calamidade “permite que os ministros da Administração Interna e da Saúde tomem, a qualquer momento e se necessário, medidas de caráter limitado territorialmente em zonas ou municípios mais afetados”, afirmou, sublinhando que a cerca sanitária é um instrumento que está previsto na Lei de Bases de Proteção de Civil.

Eduardo Cabrita, que preside à estrutura de monitorização que acompanha a situação de calamidade, disse ainda que o Governo faz “uma avaliação permanente das medidas necessárias de contenção da pandemia”.

Portugal Continental está desde 16 de outubro em situação de calamidade, nível máximo de intervenção previsto na Lei de Bases de Proteção Civil, para travar a expansão da pandemia, situação que se vai prolongar, pelo menos, até 31 de outubro.

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