Um milhão de pessoas usa a aplicação no telemóvel

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Dados hoje divulgados indicam que a aplicação de rastreio StayAway Covid já foi descarregada por mais de um milhão de pessoas, dezanove dias após o seu lançamento.

Segundo afirmações do responsável pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, só na primeira semana o SNS 24 recebeu 20 mil chamadas de pessoas que, através da aplicação, foram informadas de que estiveram em contacto com alguém infetado.

A aplicação móvel permite rastrear, de forma rápida e anónima e através da proximidade física entre smartphones, as redes de contágio por covid-19, informando os utilizadores que estiveram, nos últimos 14 dias, no mesmo espaço de alguém infetado com o novo coronavírus.

Os responsáveis pela Direção geral de Saúde ainda não comentaram estes números e não se sabe que ilações tiraram. O rastreio funciona quando alguém que está infetado introduz no sistema essa informação.   O que está a criar alguma confusão é a questão de pessoas infetadas andarem a circular pelas ruas, quando seria suposto estarem em confinamento. Da mesma maneira, as pessoas não sabem quais as consequências de terem sido sinalizadas pelo sistema como tendo estado em contacto com alguém contaminado. Vão ser rastreadas? Vão ficar confinadas preventivamente? Que ações já foram despoletadas a partir deste sistema relativamente a pessoas que tenham tido contacto com infetados?

No dia do lançamento da aplicação, o primeiro-ministro, António Costa considerou que instalar nos telemóveis a aplicação Stayaway Covid é um “dever cívico” para travar a pandemia enquanto não existir uma vacina.

Contudo, a organização de defesa do consumidor Deco Proteste colocou reservas à instalação nos telemóveis desta aplicação, invocando a possibilidade de uso não-declarado e indevido de dados pessoais pela Google e Apple.

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