No julgamento dos portugueses que foram para a guerra santa

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O julgamento de oito jovens portugueses acusados de pertencerem ao grupo terrorista Daesh, serve para tapar o sol com a peneira. No tribunal, comparece apenas Rómulo Costa. Um outro está na Grã-Bretanha e seis em parte incerta.

Mas cuidado que o Daesh pode ser invenção. Foi ISIS e Grande Califado, até o marketing das guerras acertar no nome Estado Islâmico. E há 6 meses sumiu por completo, com o aparecimento do covid-19. Os atentados são agora facadas.

O Ministério Público interessou-se pelas vidas desses portugueses no estrangeiro. Diz que “foi possível descrever e reconstruir, do ponto de vista criminal, mas também histórico e sociológico, a radicalização organizada desse grupo de cidadãos portugueses e a sua deslocalização para a Síria, com as suas mulheres e filhos, para integrarem as fileiras do Estado Islâmico e cumprirem a jihad, a guerra santa”.

O Ministério Público quer castigar esses rapazes pelo que fizeram noutras paragens! Como se Portugal tivesse sido lesado e o Daesh existisse comprovadamente.

Um pouco de História

Depois da Segunda Guerra Mundial, os hebreus migraram de todo o mundo para as terras de Canã. Uma terra que durante milhares de anos foi casa de  filisteus, arameus, fenícios, assírios, sírios e muitos mais.

O mais notável migrante foi, em 1948, David Ben-Gurion, o primeiro chefe do Estado de Israel, que esteve para ser reerguido em Angola, se Salazar tivesse deixado.

Ben-Gurion era polaco, marxista de convicção e vestia-se à soviético para defender os Kibutz, uma organização comunitária de tipo comunismo. Desde 1948 que Israel está em guerra contra todos os Estados vizinhos.

A militância pelas causas islâmicas tem uma faceta internacionalista. Há voluntários que chegam de todo o Mundo para ajudar nessas causas. Há seis anos foi a vez de oito portugueses se meterem também nessa confusão. A coisa resultou mal e estão a ser julgados.

A decisão foi do super-juiz Carlos Alexandre que validou as investigações portuguesas e britânicas. Os oito rapazolas combatiam, em teoria, interesses dos ocidentais e dos judeus. À resiliência, os judeus somam igualmente a ajuda internacional. Ao longo dos séculos, os judeus espalharam-se pelo Mundo e construíram uma rede solidária muito influente e financeiramente poderosa.

Jerusalém é semente de guerras

Tudo o que está à volta de Israel tem sucumbido. Foi-se a aviação de Abdel Nasser do Egipto, o poder do rei da Jordânia, acabou o Iraque de Saddam Hussein, a Líbia de Kadafi, a Siria de Hassad, estoirou o Líbano multi-cultural,

Tudo tem sido arrasado. Os F-16, os pilotos, as bombas sofisticadas e os drones de França, Grã-Bretanha, Arábia Saudita, a tropa russa com uma base na Síria custam, por ano, mais de 400 vezes o orçamento anual do Estado português. A “real-politique” é muito complexa naquela região e reflecte-se no mundo inteiro. Em Jerusalém está a semente de todas as guerras.

Os judeus acreditam que têm uma aliança com Deus. Só eles se salvam. E os outros alegram-se porque vão para o paraíso, se morrerem como mártires.

Não existem provas do arsenal

A pergunta mais importante para o super-juiz Carlos Alexandre seria: Quem deu as armas ao tal hipotético Estado Islâmico? Ou quem as pagou? E mais. Onde estão as fotos dessas armas temíveis? Ou das colunas sem fim a tomaram cidades, a enfrentar as tropas de Ocidente, os russos e a Arábia Saudita? Não há. Esqueceram-se de tirar fotos. Existem apenas colunas de pick-ups Nissan caixa aberta. As fotos são de cidades reduzidas a escombros. De centenas de milhar de refugiados às portas da Europa. O melhor é explicar isto aos jihadistas lusitanos. Foram ao engano. Meteram-se no maior vespeiro da Terra.

A caminhada dos judeus tem sido uma bênção para a Humanidade. Sem ela não haveria Cristianismo, nem Islamismo. Não teríamos arte figurativa. Nem belas histórias escritas, esculpiadas ou pintadas, com santos, mártires, traidores e heróis.

Tanta beleza com a marca da morte de milhares e milhares e milhares de inocentes, homens, mulheres, velhos e crianças.

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