Covid-19: quatro mortes, a Espanha a “arder” e a vacina russa

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Os números sobre a evolução da pandemia covid-19 em Portugal voltaram a subir um pouco. Hoje, há o registo de 4 mortes e 406 novos casos de infeção detetados.

De acordo com o boletim da Direção Geral de Saúde, as quatro vítimas mortais foram registadas na região de Lisboa e Vale do Tejo.

O número de internados subiu para 339 (mais três que ontem) mas o de doentes em internamento nas Unidades de Cuidados Intensivos diminui para 40 (menos quatro).

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nas pessoas com mais de 80 anos.

Espanha “arde” de febre

Para manter os números baixos, talvez fosse bom olhar à volta e perceber o que se passa em Espanha, por exemplo.

Espanha contabilizou hoje 10.476 novos casos de covid-19, um aumento de quase 1.500 em relação a quinta-feira. E as fronteiras continuam abertas.

Nas últimas 24 horas, morreram 184 pessoas com covid-19 em Espanha. O Ministro da Saúde espanhol, anunciou que dentro de dias começará uma campanha de vacinação experimental.

Enquanto não se conhece uma vacina confiável, os espanhóis voltam a ter restrições de ajuntamentos ou reuniões, onde não são permitidos grupos com mais de 10 pessoas. Casamentos, baptizados e funerais também têm limites de acompanhantes. Até as touradas não podem ter público.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido, com 41.527 mortos e mais de 340 mil casos. E as fronteiras continuam abertas.

A vacina russa

Segundo uma revista científica, a vacina russa contra a covid-19 é segura.

A revista científica The Lancet publicou os resultados preliminares de um estudo, de acordo com o qual os resultados dos testes russos a duas variantes de uma vacina contra a covid-19 não provocaram reações adversas graves e motivaram uma resposta de anticorpos.

Trata-se de dois ensaios de 42 dias, incluindo 38 adultos saudáveis em cada, que “não encontraram qualquer efeito adverso sério entre os participantes e confirmaram que as vacinas candidatas provocam uma resposta de anticorpos”, de acordo com a informação hoje divulgada pela publicação.

A revista avisa, no entanto, que são necessários ensaios grandes e de longo prazo, para se garantir a total eficácia da vacina. A questão é se haverá tempo para tal.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 869.718 mortos e infetou mais de 26,3 milhões de pessoas em todo o Mundo (196 países e territórios), segundo um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.

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