Covid-19: oito mortes e vamos todos usar máscara na rua

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Hoje, o boletim da Direção geral de Saúde indica que nas últimas 24 horas houve mais oito mortos e 623 novos doentes relacionados com a infeção covid-19.

Três mortes foram registadas na região de Lisboa e Vale do Tejo, quatro na região Norte e uma na região Centro.

Em vigilância está uma multidão de gente que contactou com pessoas infetadas: 40.465, mais 1.103 em relação a domingo. Os dados indicam ainda que 518 pessoas com covid-19 estão internadas nos hospitais (mais sete em relação a domingo), das quais 61 (menos duas) em unidades de cuidados intensivos.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se verifica o maior número de infeções no país, foram notificados mais 439 novos casos (70,4%).

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nas pessoas com mais de 80 anos.

O boletim de hoje divulga o número de casos por concelhos, sendo Lisboa o que apresenta mais infeções com 6.050, seguido de Sintra com 5.102, Amadora com 2.914,  Loures com 2.913, Vila Nova de Gaia com 2.154, Odivelas com 2.092, Cascais regista 1.880 infeções, Porto 1.732, Oeiras 1.605, Vila Franca de Xira 1.542 e Matosinhos 1.510.

Usar máscara na rua

A diretora-geral da Saúde informou hoje que, em breve, será publicada uma nova orientação que recomenda o uso de máscara em espaços públicos movimentados, sempre que não seja possível assegurar o distanciamento físico.

Graça Freitas não confirmou que está a seguir as recomendações da Ordem dos Médicos que tem apelado para o uso da máscara na via pública, mas disse que  “muito brevemente, e depois de termos consultado os peritos nacionais e internacionais, vai sair uma orientação no sentido de que quando as pessoas, no exterior, não conseguirem garantir para elas ou para os outros a distância física recomendada, deverão usar máscara”.

A diretora-geral (que chegou a dizer que a máscara não servia para nada) recusou-se, no entanto, a considerar que se trataria de uma mudança de opinião, mas antes de uma “postura evolutiva em função do que vai sendo a avaliação do risco”.

“Ao ar livre, a utilização de máscaras fará sentido se formos de facto para sítios onde não consigamos garantir que ficamos longe de outros. Diferente é uma situação ao ar livre no campo, no jardim, a horas em que não andam outras pessoas a passear”, explicou.

Para estas situações, em que o distanciamento é facilmente assegurado, a recomendação será a mesma e a Direção-Geral da Saúde (DGS) continua a considerar que o uso de máscara não é necessário.

Atualmente, a máscara só é obrigatória em espaços interiores fechados, como estabelecimentos comerciais, de prestação de serviços ou escolas, e nos transportes públicos.

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