Covid-19: situação complica-se e as escolas a reabrir

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Os números da pandemia têm estado a subir, hoje há registo de 399 novos casos de infetados e mais dois óbitos a somar aos 1807 que ocorreram até ontem.

Esta é das tais histórias que têm tudo para acabar mal e a continuar assim vai mesmo acabar mal para muita gente.

Os dois óbitos mais recentes aconteceram na região de Lisboa e Vale do Tejo, que tem 186 dos novos casos (46,61 por cento). No Norte, há mais 161 casos (40,35 %), no Centro há mais 26 casos, no Alentejo há mais oito, tal como no Algarve. Na Madeira há mais sete e nos Açores mais três.

Com o ano letivo prestes a ter início, surge a pouco e pouco uma angústia entre as famílias que se sentem inseguras em deixar as suas crianças nas escolas nas atuais circunstâncias. Daqui a cerca de 15 dias as escolas vão reabrir e ainda não se sabe bem como vão ser os horários diferenciados propostos pela Direção Geral de Saúde. A atual dimensão das escolas, com vários milhares de alunos em cada estabelecimento de ensino, tornam a gestão desses espaços um exercício muito complicado quando se têm de aplicar medidas de distanciamento físico entre pessoas de 11 ou 12 anos de idade. Não é só o número de alunos por sala que é exagerado, mas como se vão gerir os espaços de alimentação, as casas-de-banho, as aulas de ginástica? Muitas perguntas ainda sem respostas convincentes.

Para já, o governo anunciou que a partir de 15 de setembro, todo o país ficará em estado de contingência para que se possam definir as medidas necessárias em cada área para preparar o regresso às aulas e o regresso de muitos portugueses ao seu local de trabalho, acrescentou a ministra da Presidência, que falava no final da reunião do Conselho de Ministros.

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