Covid-19, reabrem tribunais e escolas

0
434

No resto do mundo, os números da pandemia atingem proporções avassaladoras, dentro de pouco tempo atingiremos 1 milhão de mortos globalmente devido ao covid-19. Mas em Portugal, por enquanto, continuamos com índices relativamente baixos, mesmo considerando a escala do país.

Hoje, foram registados 3 mortes e 244 novas infeções associadas à covid-19, nas últimas 24 horas. Há muitas semanas que andamos nisto, umas vezes um bocadinho mais, outras vezes um bocadinho menos, mas sempre neste ritmo molenga de uma pandemia que nem desaparece nem chateia muito.

Tribunais reabrem portas

E é assim que estamos a voltar ao antigo normal, mas sempre de máscara na cara. A máscara já ninguém nos tira, nem mesmo no tribunal. Aliás, a partir desta terça-feira os tribunais voltam a funcionar em pleno, mas com um reforço das medidas de segurança e de limpeza.

Em comunicado, o Ministério da Justiça precisa que mais de 90% das salas dos tribunais foram consideradas aptas para a realização de audiências de julgamento, depois de implementas um conjunto de normas de segurança sanitária devido à pandemia de covid-19.

Só em materiais de proteção e higiene, o Governo investiu cerca de 700 mil euros para a aquisição de dois mil acrílicos de separação, 11 mil viseiras, 12 mil litros de material de desinfeção de superfícies e 15 mil litros de desinfetantes para as mãos.

A maior despesa foi, no entanto, no reforço da equipa de assistentes operacionais e dos serviços de limpeza, que rondou os cinco milhões de euros.

Escolas poderão ter covid-19 mas “sem pânico”

Nas escolas, o governo talvez tenha gasto menos, mas a Direção-Geral da Saúde está a preparar um manual de apoio aos estabelecimentos de ensino para agir perante casos suspeitos ou confirmados de covid-19, de forma a controlar “o pânico” e a “tendência de encerrar toda a escola”.

Durante a pandemia de covid-19, a intervenção nas escolas, que reabrem dentro de duas semanas, deve ser “direcionada e focada e não expandida a toda a escola para perturbar o mínimo possível e com segurança o ano letivo”, explicou hoje a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

Para isso, está a ser desenhado um documento sobre como intervir perante um caso suspeito e facilitar a comunicação entre a escola, os encarregados de educação e os serviços de saúde.

“Não haver pânico nem tendência de encerrar toda uma escola” é o foco do documento que, segundo Graça Freitas, será conhecido a 7 de setembro, cerca de uma semana antes do arranque do ano letivo, que está previsto começar entre os dias 14 e 17 de setembro.

Leave a reply

Please enter your comment!
Please enter your name here